Companhia das Letras

NEVE ESTAVA SUJA, A

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Num dos romances mais celebrados de sua obra, Simenon traça um retrato perturbador da França sob a ocupação nazista.
Além das dezenas de histórias protagonizadas pelo Comissário Maigret, Georges Simenon é autor de um conjunto de romances que ficaram conhecidos por sua dimensão psicológica, análoga à de obras de ficção escritas por seus contemporâneos Albert Camus e Jean-Paul Sartre. A neve estava suja, de 1942, figura entre os mais celebrados livros desse conjunto. Aos dezenove anos, Frank Friedmaier vive na França sob a ocupação nazista, no início dos anos 1940. Todos lutam para sobreviver. Ele mora na casa da mãe, um prostíbulo que serve aos oficiais alemães, mas busca um sentido para sua vida. Friedmaier é um cafetão, um bandido, um ladrão. Assim que o livro começa, ele acaba de cometer seu primeiro assassinato. Pela escuridão de um inverno interminável, o protagonista se afundará na abjeção até que não haja mais saída. Este livro já foi descrito como “um dos raros romances nascidos sob a França ocupada que vão direto ao ponto”. Atrás das grades depois de ser descoberto pelos oficiais, Frank vive os dias como se fossem um só, desiste de comer, domestica seus desejos e cultiva uma indiferença absoluta em relação à vida. Num estudo da mente criminosa comparado a O assassino em mim, de Jim Thompson, Simenon mapeia uma terra de ninguém em que a natureza humana é levada à destruição por forças que estão além de seu controle. “Deus criou você para escrever, assim como criou meu pai para pintar. É por isso que vocês dois fazem isso tão bem.” - Jean Renoir, em carta a Georges Simenon
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Mistério
Thriller
Violência

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